A Moto Morini EICMA 2026 terá sotaque brasileiro. A marca italiana embarca para Milão com executivos, concessionários e o pessoal da DBS, a empresa que monta as motos na fábrica de Manaus. Será também a terceira vez seguida que a operação nacional marca presença no salão.
O evento chega à 83ª edição e acontece de 5 a 8 de novembro. Para a Moto Morini do Brasil, a viagem serve para ver as novidades da matriz de perto. Em seguida, a importadora acerta o rumo dos próximos lançamentos por aqui.
Moto Morini EICMA 2026: quem viaja a Milão
A comitiva reúne o time de gestão da importadora, donos de lojas da rede e representantes da DBS. Segundo a fabricante, o salão ajuda a medir tendências e também a alinhar a estratégia com a Itália. Na prática, é uma reunião de família, pois quase todos os envolvidos na operação ficam no mesmo corredor.
O presidente da Moto Morini Brasil, Fabricio Morini, diz que a terceira participação reforça o laço com as raízes italianas. Levar os parceiros, afirma ele, ajuda ao mesmo tempo a dividir conhecimento e afinar o trabalho feito no país.
O EICMA é uma das maiores vitrines do setor de duas rodas no mundo. As filiais costumam, portanto, usar o salão como ponto de encontro com a matriz.
Um cliente mineiro na comitiva
Neste ano, porém, a delegação ganha um passageiro diferente. O mineiro Kades Souza, cliente da marca, vai a Milão depois de vencer o concurso que comemorou o primeiro ano da Moto Morini no Brasil.
A ação faz parte do conceito Famiglia Morini, que também tenta aproximar o motociclista brasileiro da cultura italiana sobre duas rodas. Ainda assim, o gesto pesa, porque poucas marcas levam um cliente comum para dentro do estande ao lado da diretoria.

Moto Morini EICMA e os próximos lançamentos no Brasil
A marca estreou por aqui com três modelos: X-Cape 650, Seiemmezzo 650 e Calibro 700. Depois vieram mais novidades, mas a lista de planos só cresce.
O lançamento mais recente é a Alltrhike 450. A aventureira bicilíndrica de média cilindrada esgotou o primeiro lote de pré-venda e entra numa faixa bem disputada, entre 400 e 500 cm³.
Também estão na fila a X-Cape 1200 e a 3½ Sport. A segunda apareceu no Festival Interlagos de 2026. Embora traga de volta um nome famoso dos anos 1970, a versão atual usa motor bicilíndrico de 350 cm³, com 32 cv e estilo retrô-esportivo.

O que esperar depois do salão
Salões costumam mostrar o que vem depois, e a Moto Morini deve aproveitar Milão para reforçar esse calendário. Até agora, porém, a fabricante não confirmou data nem preço da X-Cape 1200 ou da 3½ Sport para o mercado brasileiro. Portanto, qualquer previsão por enquanto é palpite.
Para quem pilota, o recado é simples, pois a marca italiana quer ampliar o portfólio nacional. Os planos cobrem, por exemplo, três faixas de cilindrada, da retrô de 350 cm³ à X-Cape de 1.200 cm³. Quem busca alternativa às marcas tradicionais deve acompanhar esses lançamentos.
Para entender de onde vem a fabricante, vale também ler a história da Moto Morini. Enquanto isso, outra marca europeia prepara a viagem a Milão: veja o plano da KTM no EICMA 2026.








