O barulho de escapamento levou 17 motociclistas a responder por crime ambiental na BR-116, na Serra Gaúcha. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez a operação em 17 e 18 de outubro de 2026 e mediu o ruído das motos com decibelímetros. Os 17 flagrados foram detidos e receberam um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Como a PRF mediu o barulho de escapamento
Os policiais não julgaram o som no ouvido. Com a moto parada, o agente posiciona o microfone do decibelímetro a 50 centímetros da saída do escapamento, em um ângulo de 45 graus. Uma fita métrica garante essa distância, e o aparelho mostra o resultado em decibéis na hora.
Esse tipo de medição segue regras. A rotação do motor depende da potência máxima da moto, e o ruído do ambiente precisa ficar pelo menos 10 decibéis abaixo do nível medido. Nas imagens da fiscalização, porém, o teste acontece no acostamento da rodovia, com carros passando ao lado.
Segundo a PRF, as 17 motos rodavam com descarga livre, sem silenciador ou com o escapamento adulterado. Por isso, a corporação tratou cada caso como crime ambiental por poluição sonora. Além disso, a PRF afirma que moradores e usuários da rodovia denunciam esse tipo de ruído com frequência.
O que acontece com quem tem barulho de escapamento acima do limite?
Nesse caso, o piloto não leva apenas uma multa de trânsito. A Lei de Crimes Ambientais prevê reclusão de 1 a 4 anos e multa para poluição sonora, de acordo com as informações divulgadas sobre a operação.
O TCO registra a ocorrência e encaminha o caso à Justiça. Enquanto isso, os policiais podem recolher a moto. A PRF levou 26 veículos a depósitos credenciados, mas não detalhou quantos deles tinham relação com o ruído.
Quais outras irregularidades a operação encontrou?
A ação reuniu agentes ao longo de dois dias e abordou mais de 300 pessoas. Ao todo, a PRF fiscalizou 250 veículos. Veja o balanço divulgado:
- 17 motociclistas com escapamento sem silenciador ou adulterado, todos com TCO;
- 11 condutores com dispositivo antirradar ou outro recurso que esconde a placa;
- 26 condutores que ultrapassaram em local proibido;
- 1 relato de multa por placa ilegível em moto com eliminador de rabeta fixo;
- 26 veículos levados a depósitos credenciados por irregularidades diversas.
O antirradar merece atenção especial. A PRF classifica o uso desses equipamentos como infração gravíssima, e a penalidade inclui a perda de 7 pontos na CNH. Portanto, quem instala um desses dispositivos arrisca bem mais do que uma autuação simples.

Por que a PRF reforça a fiscalização na Serra?
A BR-116 liga a região metropolitana à Serra gaúcha e concentra muitas curvas. Por isso, a PRF deu prioridade aos trechos de maior risco de acidente. Ao mesmo tempo, a presença ostensiva na pista tenta frear manobras perigosas, como as ultrapassagens em local proibido.
Além disso, a PRF informou que vai repetir operações parecidas de tempos em tempos na Serra Gaúcha. Em resumo, quem usa a rodovia deve esperar novas abordagens com medição de ruído.
Como evitar multa e TCO por barulho de escapamento
O caminho mais seguro é simples. Mantenha o silenciador original de fábrica ou uma peça homologada e guarde a nota fiscal. Não retire o miolo do escapamento, porque isso aumenta o ruído de imediato.
Da mesma forma, deixe a placa sempre visível e livre de dispositivos que atrapalhem a leitura. Se você pensa em comprar uma moto usada, vale conferir antes o que consta no histórico da placa. Aliás, nosso guia sobre como comprar moto usada mostra quais itens revisar, e o escapamento entra na lista.







