Move Brasil motos já soma 21 mil unidades financiadas desde que o programa começou, em julho. O número saiu da boca de Marcos Bento, presidente da Abraciclo, numa coletiva de imprensa em 13 de outubro. Em setembro, o governo federal falava em 19 mil.
Na prática, são 2 mil motos a mais em poucas semanas. O ritmo mostra que a linha de crédito encontrou público, ainda que o volume pareça modesto perto do tamanho do mercado.
Quem pode financiar pelo Move Brasil motos
O programa atende entregadores, mototaxistas e motoristas de aplicativo. A linha cobre motos, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas novas, desde que a fabricação seja nacional. Por isso, as marcas que produzem em Manaus e em outras fábricas do país saem na frente.
As condições anunciadas incluem juros reduzidos e prazo de até 48 meses. Além disso, o candidato precisa comprovar atividade no ramo. As regras divulgadas pedem cadastro no gov.br, seis meses de atuação em aplicativo e pelo menos 100 corridas ou entregas.
Aprovação não garante a moto
Estar dentro dos critérios do programa não significa crédito liberado. O banco continua analisando histórico e capacidade de pagamento de cada pessoa. Assim, quem tem restrição no nome pode ver o pedido travado mesmo com todos os documentos em dia.
Os 21 mil são contratos efetivados. Ainda não há dado público sobre quantos pedidos os bancos recusaram, e esse número ajudaria a medir o alcance real da linha.
O que a Abraciclo diz sobre o impacto no mercado
Bento enxerga o programa como um público adicional, não como motor principal das vendas. Ele lembrou que cerca de 78% do volume da indústria está na faixa de entrada, onde o consumidor já compra com crédito comum. Portanto, o efeito aparece, mas sem mudar o rumo do setor.
O dirigente também defendeu critérios rigorosos de concessão. O argumento é que se trata de crédito, e a inadimplência da crise de 2016 e 2017 não deve voltar. Vale notar que o governo espera chegar a cerca de 100 mil motos financiadas, meta ainda distante dos 21 mil atuais.

O que o Move Brasil motos muda para quem pilota
Para o entregador, a moto nova com parcela menor reduz o custo de manter o trabalho. No entanto, a conta precisa fechar: parcela, combustível, manutenção e seguro pesam no fim do mês. Quem pretende entrar no programa pode se preparar lendo o nosso guia de seguro de moto para entregador.
O programa também reforça a força do mercado nacional. As vendas seguem em alta, como mostra a nossa cobertura dos emplacamentos de motos em 2026. Enquanto isso, o Nordeste ganha peso, tema que tratamos ao falar de como a região passou o Sudeste nas vendas.
Nos próximos balanços, vale acompanhar três números: contratos fechados, pedidos recusados e inadimplência. Eles dirão se o Move Brasil motos vira política duradoura ou se esbarra nas regras dos bancos.








