A fábrica da KTM em Manaus abriu as portas nesta quarta-feira (14), com aporte de cerca de R$ 20 milhões. A planta já funciona. A planta é exclusiva para KTM e Husqvarna e marca a primeira estrutura industrial própria do grupo austríaco no país.
Até aqui, a KTM e a Husqvarna montavam as motos na capital amazonense em parceria com a Dafra, desde 2016. Assim, a operação ganha endereço independente e um plano de crescimento gradual.
Fábrica da KTM em Manaus: números da operação
A unidade foi dimensionada para até 20 mil motos por ano, mas começa devagar. A meta da empresa é chegar a cerca de 3.500 unidades até dezembro de 2026. A empresa prevê acelerar em 2027, conforme o mercado responder.
- Investimento: aproximadamente R$ 20 milhões;
- Equipe: cerca de 100 profissionais, entre diretos e indiretos;
- Capacidade instalada: até 20 mil motocicletas por ano;
- Portfólio inicial: dez modelos nacionais.
Segundo a fabricante, o sistema é o CKD. As peças chegam desmontadas e a fábrica as junta aqui. O processo passa por preparação de kits, montagem de motores e das motos, controle de qualidade, embalagem e expedição. Aliás, é o modelo clássico do Polo Industrial de Manaus.

Quais motos a fábrica da KTM vai montar
Em resumo, a lista mistura competição e aventura. No motocross entram a KTM 250 SX-F e a 450 SX-F. No enduro, a KTM fará 250 EXC-F, 350 EXC-F 6DAYS, 300 EXC e 300 EXC 6DAYS. Enquanto isso, a Husqvarna produzirá a FE 350 e a TE 300 PRO.
KTM 390 Adventure X e R
Sobretudo para o público de rua e estrada, o destaque são as novas KTM 390 Adventure X e 390 Adventure R. Ambas têm motor monocilíndrico de 398,7 cm³. A X mira o uso versátil, entre cidade, viagem e terra. Por outro lado, a R tem perfil mais off-road, com rodas raiadas e suspensões de maior curso.
Os preços sugeridos divulgados pela marca são de R$ 33.990 para a X e R$ 37.990 para a R, com chegada às lojas prevista para outubro de 2026. Para ver os modelos e as versões, consulte o site oficial da KTM.

O que muda para o piloto brasileiro
Em geral, produzir localmente tende a favorecer a oferta de motos e peças e a dar mais previsibilidade de preços. Isso reduz a exposição à importação de veículos completos. Além disso, a própria fabricante cita ganho de eficiência e melhor disponibilidade de produtos. Ainda assim, a marca não anunciou redução de preço, e ninguém deve dar isso como certo.
Da mesma forma, quem corre ou treina em motocross e enduro também ganha. São modelos de competição, antes dependentes de importação, entrando na linha nacional.
Rede de concessionárias e a Bajaj
Ao mesmo tempo, a KTM tem hoje 12 pontos de venda no país e quer chegar a 30 até 2027. A expansão acompanha a reorganização comercial. Desde junho de 2026, a Bajaj do Brasil conduz a KTM e a Husqvarna no país e cuida de distribuição, vendas, marketing, peças e serviços.
Para entender o contexto, vale ler a história da KTM, da oficina austríaca ao controle da Bajaj, o perfil da Bajaj e da fábrica que montou em Manaus e a trajetória da Husqvarna dentro do grupo. O cenário industrial do setor também aparece na projeção de produção de motos em 2026.
Por fim, na cerimônia, executivos da KTM AG afirmaram que a unidade segue os padrões técnicos e de qualidade da Áustria. Eles disseram que a empresa a planejou para crescer em capacidade e em número de modelos.








